Medidas adotadas pelo mundo no combate ao Covid-19

Cidade de Wuhan iluminada à noite.

Acompanhar as notícias sobre a pandemia, às vezes, pode ser cansativo, não acha? Portanto, separamos um apanhado geral nesse boletim informativo das medidas adotadas pelo mundo no combate ao Covid-19.

O assunto do momento e do ano de 2020 é a pandemia do Coronavírus. O modo como afetou a vida das pessoas foi totalmente inesperado e as adaptações precisaram ser rápidas e precisas. 

Sabendo disso, que tal entender um pouco mais dessas adaptações? Continue lendo para entender quais foram as medidas tomadas para a garantia do bem-estar de todos no combate ao Covid-19. 

Sua origem

O primeiro alerta da OMS foi emitido em 31 de dezembro de 2019, quando as autoridades notificaram uma espécie estranha de pneumonia em Wuhan, uma das maiores cidades da China. Desde então, foram adotadas medidas de isolamento entre os pacientes para determinar a origem do vírus. Dessa forma, as viagens de trens, metrô, barcas e voos foram imediatamente canceladas para tentar frear a sua propagação.

O surto inicial da doença foi detectado entre pessoas que tiveram algum tipo de contato com o mercado de frutos do mar de Wuhan. Logo, isso despertou suspeitas de que a transmissão tenha sido do contato entre humanos e animais marinhos.

O novo vírus é considerado uma variação da família do coronavírus, que já era encontrado antes em animais, como cachorros, gatos, camelos e morcegos. Entretanto, a sua mutação para os humanos ainda é desconhecida. A doença foi nomeada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Covid-19, em 11 de fevereiro.

Após 76 dias de confinamento severo, a cidade chinesa voltou a abrir seus comércios e permitir a livre circulação de pessoas. No entanto, os moradores precisam utilizar um aplicativo obrigatório que permite a vigilância do governo e análise de dados.

Pesquisas realizadas na China, no Reino Unido e nos Estados Unidos concluíram que as restrições de viagens em Wuhan e a resposta emergencial, no combate ao covid-19, puderam evitar cerca de 700 mil infecções. 

Aqui está o painel da OMS com as atualizações diárias de casos de Covid-19 no mundo.

O caso europeu

O primeiro caso chegou à Europa no dia 25 de janeiro, na França. Logo no dia seguinte foram registrados casos na Espanha, Reino Unido, Itália, Rússia e assim por diante. O caso mais emblemático foi o da Itália, que entrou em uma crise de saúde, totalizando mais de 32 mil mortes.

Os governos europeus tomaram medidas diferentes para conter a propagação da doença. Assim sendo, as autoridades de alguns países aderiram à punições para quem desrespeitasse a quarentena, chegando a mais de 40 mil multas na Itália, 4 mil na França e mais de 200 por dia na Espanha. Por outro lado, a Alemanha não chegou a decretar a quarentena total, mas restringiu o encontro de pessoas em espaços públicos.

O destaque vai para Portugal, que conseguiu conter bastante o alastramento dos vírus. O país pôde acompanhar o desastre que ocorreu em seus vizinhos Espanha, França e Itália e procurou não cometer os mesmos erros. Dessa forma, o estado de emergência foi decretado em 18 de março e restringiu circulações e cultos religiosos, atividades de convívio social, determinação do “home office”, interdição das praias e fechamento do comércio.

Dentre outras questões, Covid-19 encontrou na Europa mais do que só uma população desprotegida, mas também um cenário de turbulência política, que abriu espaço para sua rápida propagação, deixando mais de 150 mil mortos.

Apesar do atraso, as medidas de isolamento social surtiram um grande efeito, já que desde 11 de maio, foi liberado o desconfinamento gradual e alívio das restrições sobre comércio e circulação. Dessa forma, Confira mais 10 medidas tomadas pela Europa no combate ao Covid-19.

África no combate ao covid-19

Covid-19 na África

Pouco se tem falado sobre a situação da África durante a pandemia. Apesar de diversos especialistas terem previsto uma catástrofe para o continente relacionados ao Covid-19, a baixa mortalidade é surpreendente até o momento. Dessa forma, quais são os motivos já que esse é o segundo continente mais populoso do mundo? E os sistemas de saúde são mais precários? Logo, veja o que encontramos!

Uma das principais razões foi a rápida reação dos países africanos em relação à pandemia. Assim sendo, Ruanda, por exemplo, adotou medidas restritivas com apenas 20 casos confirmados e a África do Sul impôs um dos regimes de isolamento mais rígidos do mundo.

Outro fator discutido é a experiência do continente com epidemias, como a ebola, HIV, malária e tuberculose. Segundo a jornalista da BBC, Anne Soy, o surto de ebola ensinou à África a importância de detectar casos rapidamente, tratar os pacientes e isolar os infectados. No entanto, a baixa quantidade de casos confirmados pode se dar também à baixa testagem, dizem especialistas.

A pirâmide etária também interfere na situação do continente, já que conta com a população mais jovem do mundo, enquanto o coronavírus tende a atingir pessoas de terceira idade. Além disso, é importante ressaltar, que o vírus atingiu a população mundial através da globalização e da grande circulação internacional de pessoas. Por outro lado, essa circulação é baixa tanto entre os próprios países do continente quanto entre o restante do mundo. Quer saber mais sobre a África? Confere aqui essa matéria incrível da BBC!

O vírus na América

Na América do Sul, o Brasil é o país que possui o maior número de óbitos, no entanto, se analisado proporcionalmente (mortes por milhões de habitantes), o Peru, com cerca de 96, é o mesmo do Brasil. Já no Equador, a situação é até mais grave, contando com cerca de 176. Enquanto nossos vizinhos Argentina e Uruguai já se preparam para a reabertura do comércio e para a volta das atividades, no Brasil o número de casos de Covid-19 ainda está em crescimento.

Já na América do Norte, os Estados Unidos lideram os números de mortes no mundo. Apesar das medidas de isolamento social adotadas, também tardiamente como em alguns países da Europa, o país já ultrapassa a marca dos 100 mil óbitos. Entretanto, segundo estudos feitos pelas universidades de Kentucky, Georgia e Louisville, foi concluído que o número de casos poderia ter sido 35 vezes maior caso as medidas não fossem tomadas. Dentre o que foi imposto pelo governo dos EUA, o mais novo decreto é a proibição da entrada no país por viajantes provenientes do Brasil.

O destaque sul americano vai para o Uruguai, que mesmo sem decretar quarentena obrigatória, deixou os índices de mortalidade bem baixos. O governo uruguaio tomou as clássicas medidas de restrições, como voos, fechamento de fronteiras, jogos de futebol, cultos religiosos etc. Além disso, o presidente e os ministros reduziram seus salários para a criação de um fundo no combate ao Covid-19.

No entanto, o governo não proibiu o fechamento total do comércio, exceto os shoppings. Foi concluído que a própria população uruguaia preferiu não ir às ruas, fazendo com o que o isolamento obrigatório não fosse preciso.

O Brasil até o momento

Covid-19 Brasil

O caso brasileiro ainda possui uma incógnita. Mesmo ultrapassando a marca dos 25 mil óbitos, algumas cidades já se preparam para a reabertura do comércio e das atividades regulares. No Brasil, a maioria das medidas tomadas foram de caráter de recomendações, diferente do percebido em outros países.

Entre as medidas de isolamento feitas no país, estão a suspensão das aulas, cultos religiosos, campeonatos esportivos e algumas restrições à circulação.

O governo brasileiro decretou, também, medidas como a consulta por telefone da situação da população, chamada de alunos da área da saúde para ajudar no combate ao vírus, suspensão do ajuste anual do preço de medicamentos entre outros.

No que diz respeito ao Ministério da Economia foi aprovada a liberação de 200 bilhões de reais para saúde e manutenção de empregos, o pagamento do auxílio emergencial de 600 reais durante 3 meses, além do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego.

Essas e todas as medidas adotadas pelo governo brasileiro no combate ao Covid-19 você pode conferir na página da Casa Civil!

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Quem escreveu:

Larissa Mombrini

Consultora de Marketing

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