A Expansão do Mercado Chinês

mercado chinês

A China tem se destacado muito ao longo dos últimos anos, e, na pandemia, possui um aumento de 1,97% em relação ao cenário estrangeiro, sendo um dos únicos países com esse feito. Conseguindo sair melhor da crise do que os demais, o mercado chinês tem maior poder de compra do que o próprio Estados Unidos.

Mas como isso aconteceu?

As reformas de Deng XiaoPing

Em 1976, o líder traz uma mudança importante na China, reformando todo seu sistema. Ela permite a propriedade privada no campo, a criação de Zonas Econômicas Exclusivas e de empresas que possam ter o modelo capitalista. Essas mudanças trazem um novo modelo também na agricultura, na defesa e na indústria, que permite que a China corrija o rumo, após a morte de Mao Tsé-Tung, e faz com que ela comece a crescer economicamente. Por isso, o despertar da China construído por essas reformas leva à economia chinesa uma  experiência de crescimento já na década de 80.

O poder militar

A partir da década de 60, na época da Guerra Fria, a China já possui armas, embora tenha uma quantidade muito menor do que o poderio soviético. Seu poder militar é suficiente para que ela se defenda das ameaças regionais, como a presença americana na Coreia do Sul, no Vietnã e, a partir de 69, no estranhamento com a URSS.

Nas reformas de Deng XiaoPing citadas acima, há também a do setor militar, sendo feitas a criação de indústrias para suprir os equipamentos militares e exportar armas, tendo uma melhoria dos equipamentos militares chineses.

A economia

Na década de 90, a economia chinesa cresceu muito, possuindo empresas de outros países em seu território, e o uso de certas patentes para produtos civis que também podem ser usados em produtos militares. Além disso, a China desenvolveu seu programa espacial, com a capacidade de enviar foguetes para o espaço.  Os Estados Unidos, por exemplo, tiveram um crescimento formidável no século XIX, mas não se compara com a taxa de crescimento da China nos últimos anos, e isso causa o chamado Receio do Tremor.

Em 2001, a China entrou na OMC (Organização Mundial do Comércio) e hoje, sua produção está muito próxima da dos Estados Unidos, com uma diferença de aproximadamente 3 milhões de dólares; além de, com o tempo, a capacidade militar chinesa estar cada vez maior e poder superar a norte-americana. Além disso, uma das facetas da sua política externa e defesa é a construção de ilhas artificiais no seu mar do Sul, sendo uma maneira de afirmar sua soberania e conseguir estabelecer pontos de defesa. Elas se tornam uma espécie de porto e aeroporto para a defesa chinesa.

Várias empresas americanas e de outros países se instalaram na China porque buscam condições mais competitivas, por causa da jornada de trabalho. Embora tenham os sindicatos, existe uma legislação que permite ter maior flexibilidade como empresário. Isso facilitou muito a entrada de capital estrangeiro, ainda mais pela China estar em um regime não democrático, em que certas leis ambientais não são cumpridas. Porém, agora, há uma mudança em relação a isso, muito devido ao estágio de crescimento que a China alcançou.

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China como ator geopolítico

Hoje, há uma rede que interliga o comércio da Europa até a China por meio de trem. A nova rota da seda é terrestre e marítima e envolve 80 países, gerando fluxo de comércio, integração comercial de bens e produtos e exportação de produtos chineses. Seu impacto como ator geopolítico é muito forte nos números: 9 entre 20 maiores portos do mundo estão na China, sendo que o Porto de Xangai movimenta uma carga superior aos 5 maiores portos americanos, e os portos chineses, de uma maneira geral, são responsáveis por 40% do volume de carga transportada pelos mares.

No setor tecnológico, 4 entre 10 computadores e 7 a cada 10 celulares são produzidos na China, pois é um país que ainda investe muito em tecnologia. O país foi a locomotiva da economia mundial em um período que a economia europeia e americana sofreram o colapso de 2008, e boa parte do crescimento mundial foi levado por ele. Por isso, nos últimos anos, construiu-se 20 mil km de ferrovias de Trem-Bala e 4 milhões de km de estrada.

O empresário chinês

Todas as empresas que acabaram migrando para a China há alguns anos atrás, acabam criando uma base de consumo de produtos que são feitos na China, e que, inicialmente, eram de empresas estrangeiras. Além disso, o próprio crescimento dos empresários chineses traz novas empresas, e algumas inclusive, ligadas à essa interação com empresas estrangeiras. Com isso, surge o AliExpress e o Alibaba, competindo com os mercados nos Estados Unidos, na Europa, nos países Sul Americanos e onde houver demanda. Nesse sentido, a presença chinesa também assusta outros mercados e movimenta a economia.

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A China e o Brasil

Essa locomotiva chinesa que cresceu na década de 2000 e 2010 produziu novas parcerias em termos internacionais, fazendo com que o Brasil começasse a ter uma relação especial com a China, vendendo, em sua maioria, commodities. Por isso, na década de 2000, o maior parceiro comercial do Brasil eram os Estados Unidos, e em segundo a Argentina. Hoje, a China vem primeiro, e depois os EUA.

No Brasil, ocorre uma situação relacionada à sua política externa, que é ainda ancorada na de Trump, levando a efeitos prejudiciais.  A economia brasileira é, e pode ser ainda muito afetada por não ter uma visão mais ampla para com a China. Com a situação atual, por exemplo, o nosso país possui um comportamento em relação à compra de vacinas muito devido à pressão americana. Essa indução está ligada à guerra comercial que os Estados Unidos fazem e à tentativa falha de isolamento da China anteriormente.

Com a China sendo o maior parceiro comercial do Brasil, muitas pessoas procuram por ela quando desejam importar, pois para aumentar suas chances de sucesso, é preciso possuir uma boa gestão de fornecedores. A Argos já fez vários projetos de pesquisa de fornecedores, incluindo chineses, por causa de sua enorme gama de produtos. Se quiser entender um pouco mais sobre o mercado internacional, não deixe de conferir nosso artigo!

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Quem escreveu:

Fernanda Guedes

Consultora de Marketing

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